4 lições sobre furtos internos que aprendemos com os americanos

  Fonte: Gateway

Está se tornando cada vez mais comum vermos pesquisas voltadas para as perdas no mercado de varejo, seja aqui no Brasil, seja no mercado internacional. Muitas vezes os resultados são impactantes e a diferença entre os números nacionais e internacionais é alarmante. Se quando mensuramos temos valores tão altos, me peguei imaginando os valores que não medimos. Foi com este olhar que analisei a pesquisa 28th Annual Retail Theft Survey realizada com as 25 maiores companhias do varejo americano sobre furtos internos, dados que não costumam ser medidos no Brasil e, assim, tentei tirar algumas lições que se aplicassem ao nosso mercado.

A verdade é que fiquei muito impressionado com os dados sobre furtos internos no varejo dos Estados Unidos, mesmo com uma mentalidade mais focada na Prevenção de Perdas como estratégia do varejo, os números eram bastante altos. A pesquisa se refere a uma amostra de 21.288 lojas e um faturamento anual de US$703.726.429.595,00, em 2015.

Ainda que o mercado americano invista com mais afinco nos equipamentos eletrônicos e na profissionalização das equipes de Prevenção de Perdas, os furtos internos alcançaram valores bastante altos. E uma coisa não podemos ignorar: os furtos praticados por colaboradores atingem todas as camadas do varejo, em todos os países do mundo. É um problema que existe lá, tanto quanto aqui em nossas lojas, a diferença é que aqui ainda não realizamos pesquisas que apontem o verdadeiro número das perdas. Por isso é importante já pegarmos as lições internacionais, para prevenir as perdas e não termos surpresas na hora de mensurá-las.

 

Lição #1

Ações de prevenção de perdas não podem olhar só para fora, ou seja, apenas para os furtantes estranhos ao ambiente da loja. É preciso pensar estrategicamente também em relação aos próprios funcionários.

O valor médio furtado foi de US$128,86, ou seja, o furto interno por indivíduo foi de 4,7 vezes maior que o externo. 1 (um) a cada 38 funcionários das empresas participantes da pesquisa foi flagrado furtando em 2015. Isto em um universo de 3.000.000 de empregados.  (*)

 

Lição #2

Quando vemos um rato ou uma barata, uma coisa é certa: existem dezenas deles que ainda não foram vistos.

Para cada US$1,00 recuperado, houve uma perda de US19,61. Praticamente 20 vezes mais (*)

 

Lição #3

Treinamentos voltados para funcionários e tecnologias de gestão não são em vão. Resultados apontam que atitudes voltadas para a equipe são investimentos essenciais e com retorno garantido.

O valor médio furtado por um funcionário foi de US$734,16 (aproximadamente R$2,500,00) que foi 4,9% menor que em 2014.(*)

Após investir mais em treinamento e tecnologias voltadas para Prevenção de Perdas, os números de furtos internos tendem a diminuir.

 

Lição #4

Todo processo que envolva equipe, seja interna ou terceirizada, precisa ter gestão e controle.

Entre os informantes, em 2016, foram pegos 75.947 funcionários desonestos, e 1.170.056 terceiros desonestos. (*)

Além do treinamento, a gestão e o controle das atividades se mostrou eficiente para reduzir as perdas e furtos.

 

Procure a tecnologia e o parceiro comercial  mais adequados para seu negócio e invista em estratégias de prevenção. Além de agilizar o dia a dia de sua empresa, você também poderá aproveitar o tempo da equipe para treinamentos e atualizações. Uma equipe bem treinada e comprometida, aliada a estratégias bem definidas e soluções tecnológicas, pode ser a saída para reverter os números não só dos furtos internos, mas também dos externos e das quebras operacionais, e consequentemente seus lucros.

(*) 28th Annual Retail Theft Survey

 

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